Maratona Internacional de São Paulo e os “Pipocas”

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Tivemos dia 9 de abril a Maratona Internacional de São Paulo. Considerada uma das mais duras do Brasil e do aspecto técnico ou resultados da prova, não tenho muito o que acrescentar. Tivemos bastante informação relacionada à tais temas.

Do ponto de vista pessoal, ela me foi especialmente dura por estar voltando de uma h1n1. Duas semanas antes eu não sabia se correria, mas esse é um outro assunto.

A grande expectativa dessa prova seria como abordariam os corredores não inscritos oficialmente. Os popularmente chamados de “pipoca”.

Depois de inúmeros problemas na corrida de São Silvestre que foi atribuída quase que exclusivamente aos corredores pipoca pela Yescom que é quem organiza tal prova, restou à eles fechar o cerco contra os tais atletas e isso foi notado ainda na meia maratona internacional de São Paulo em fevereiro. O número de atletas pipoca foi visivelmente menor, embora eles existissem e que seja praticamente impossível barrar por completo a prática. Mesmo assim, excessos foram cometidos. Houve reclamações ao término que faltou água ou gel de carboidrato. Novamente o problema foi atribuído ao corredor não inscrito e podemos notar uma mudança logo na entrega dos kits aos corredores para a Maratona Internacional de São Paulo. Cada kit vinha com dois exemplares do gel com aviso que não seriam fornecidos durante a prova para evitar desperdício e pipocas.

Na maratona, o cerco se dava com um engradado e fiscais barrando a entrada de quem não estivesse inscrito na prova e por pace como fora feito na meia maratona e isso definitivamente é um ponto positvo para os organizadores da prova que favorece demais aos corredores que estão lá para efetivamente correr (ou só correr).

No restante da prova, notei ainda menos pipoca do que na meia maratona e tanto lá quanto na maratona, perguntei ao término aos atletas que encontrava se a corrida parecia mais confortável assim. Seria mentira minha se eu dissesse que foi unanimidade, mas a absoluta maioria disse ter sido uma corrida mais confortável pela contenção desses corredores.

O único senão de minha parte, foi que o tal engradado para coibir os pipocas na chegada da maratona (e todas as distâncias oferecidas dentro da prova) não permitiam que um amigo, parente ou seja lá quem fosse pudesse cruzar o pórtico de chegada com o atleta e isso agrega uma emoção e certamente marca a memória do corredor para sempre. Digo isso pois em minha primeira maratona, tive o acompanhamento no último quilometro e isso nunca me sairá da cabeça. Se por um segundo pensei que a Yescom exagerou na dose, logo em seguida pensei que alguns não apenas passam o pórtico (e aí não vejo problema), mas vai lá tentar pegar lanche pós prova e medalha. Daí não tem como defender o pipoca se falta para um corredor.

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Imagine ainda o seguinte: Qualquer empresa vai tentar defender sua posição e tentar tanto obter lucro quanto cortar gastos. Gastos esse no caso que foram ampliados com o número de fiscais nas provas e para quem se inscreveu ainda no ano passado, pagou R$ 70,00 pela prova, o que não justifica a desculpa do preço pela prática como muito vimos.

Parece que para o corredor pipoca, a vida não será das mais fáceis daqui em diante…

Demétrius Carvalho Written by:

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