XII Meia Maratona Internacional de São Paulo

Muitos corredores tem suas provas “xodós” e é esse o sentimento que tenho sobre umas das meias mais duras e que no dia de hoje se fez mais dura do que havia projetado ano passado quando me inscrevia.

Domingo passado estava sem conseguir andar com forte dor na articulação do quadril esquerdo. O resumo da ópera foi uma desconfortável infiltração em uma bursite com o médico pedindo repouso por 10 dias. Expliquei para ele que correria hoje (7 dias de repouso) e depois veria como me sinto.  Obviamente que não aconselho  ninguém a fazer isso e não me sinto guerreiro por isso. Tenho plena consciência que isso podia acarretar algo maior e me fazer parar por muito mais tempo.

A prova começou no horário previsto e  definitivamente conseguiu reduzir drasticamente o número de “pipocas”. A temperatura ajudava e o céu encoberto deixou o clima mais favorável. Meu problema seria só a bursite. A semana parada mais a perda de ritmo de treinos que tive no mês anterior me fez ter uma estratégia bem mais modesta. Terminar a prova. Se possível, sub 2h.

Larguei com um “pace conservador”, mas ainda antes da placa de quilômetro 1, senti que deveria segurar um pouco mais mas mesmo assim no quilômetro 6 senti que  talvez quebrasse. Me concentrei em manter o ritmo estabilizado mesmo quando por volta do quilômetro 17 estava voltando por esse viaduto. O terceiro dos 4 da prova sem contar com as outras inúmeras subidas (como a do elevado).

Uma observação é que eu não quebrava em uma meia pelo menos dois anos e então quando estava próximo ao cume do quarto viaduto ao lado do Memorial da América Latina, meu deu uma alegria. Uma carga de energia tomou conta do meu corpo e me arrepiei de alegria embora faltasse uma “perna” na Av. Auro Soares de Moura Andrade e encarar 2 quilômetros de  Pacaembu que embora seja leve, é de subida.

A semana completamente parada com os treinos abaixo do normal se fizeram presentes nesse trecho final. Me sentia muito mais cansado do que costumo estar em uma meia e sentia as panturrilhas. Algum tempo depois, avisto o Pacaembu e já acreditava que não quebraria. Os 600 metros de ida e volta na rua lateral ao estádio só não foram reclamados em minha mente pois foi uma solução encontrada pela Yescom para tirar a subida do quilômetro 19 na Barra Funda. Ótima decisão por sinal.

Eu que costumo dar meu sprint final nas meias, não tinha mais força ou fôlego e cravei minha passagem no pórtico com 1h50 de prova. Extenuado e só queria saber de colocar gelo no quadril.

Medalha dura das que marcam uma prova em nossa vida dessa que já é meu xodó. Agora é descansar e ver como o corpo responde amanhã.

Demétrius Carvalho Written by:

2 Comments

  1. Aguinaldo Gallardo
    março 12, 2018
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    Bom dia. Foi a minha primeira meia. Até então só treinava a tarde ou a noite. Mas ontem…. Logo de manhã o calor já demonstrou que veio pra judiar do corpo. Mas valeu a experiência.

    • Demétrius Carvalho
      março 12, 2018
      Reply

      Vale demais Aguinaldo. Se essa foi a sua primeira, as próximas devem ser mais tranquilas. Parabéns. Essa prova é dura.

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